No meio-dia causticante do verão paulistano, ela cozinhava no carro.
Cozinhar dentro de um carro era coisa que dava nojo. E depois ninguém morre de calor. A mãe sempre lhe dizia que ninguém morre de amor; de calor é que era mais difícil morrer. Mas ela podia morrer agora mesmo de amor e de calor.

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